Como as emissoras de TV medem a audiência de seus programas?
Hoje concluindo esta pesquisa podemos afirmar que existe uma empresa chamada IBOPE que é responsável por esse tipo de trabalho, essa empresa atua em vários paises, e realiza vários tipos de pesquisa conforme pode ser conferido no site da mesma: http://www.ibope.com.br, qualquer um pode ter acesso aos dados da pesquisa, basta comprar essas informações. As empresas se comprometem a não divulgar as informações em tempo real, mas sim utilizar para buscar vantagens, como ser a venda de espaços para propaganda, patrocÃnio de um número maior de empresas.
As pesquisas são realizadas utilizando um aparelho chamado de Peoplemeter que é o "espião" do Ibope na casa do telespectador. Funciona assim: ao ligar a TV, cada morador identifica-se por meio de uma tecla no controle remoto. O aparelho, então, passa a registrar os dados -o horário em que a TV é ligada e desligada, os canais assistidos, as trocas de canais e o tempo gasto em cada canal. Durante as duas promeiras semans de utilização os dados não são tabulados, pois acredita-se, dentro da empresa, que as pessoas na empolgação de estar participando da pesquisa, podem alterar seu cotidiano de programas com a intenção de atrapalhar as pesquisas ou até mesmo de mostrar que assistem a "bons programas", e após este perÃodo essa empolgação passa e gradativamente começam a voltar a assitir os programas rotineiros.
Esse tipo de pesquisa é realizada nas grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
A finalidade desse tipo de pesquisa e mostrar o comportamento da população brasileira perante a TV fornecendo à agências, veÃculos e anunciantes informações fundamentais para o execução da propaganda no meio televisivo.
As emissoras de TV por assinatura tambem contratam os serviços da empresa IBOPE para realizar a pesquisa.
Em cada cidade onde é realizada a medição de audiênciade TV , o IBOPE sorteia um conjunto de domicÃlios que representa a população. Com a autorização dos moradores, é instalado em cada televisor da casa um aparelho (peoplemeter) que identifica e registra automaticamente qual canal está sendo assistido.
Por freqüências de rádio (na Grande São Paulo) ou por telefone (outras cidades), o aparelho envia as informações sobre todas as mudanças de canais realizadas pelo telespectador para uma central de coleta do IBOPE que as processa, analisa e distribui para os clientes.
Os dados de audiência da Grande São Paulo são transmitidos pela Internet para os clientes no minuto posterior (real time), enquanto as da Gde Rio de Janeiro, Gde Porto Alegre, Gde Florianópolis, Gde Belo Horizonte, DF, Gde Salvador, Gde Recife e Gde Fortaleza são enviados na manhã do dia seguinte.
O IBOPE mede a audiência de até quatro televisores de cada domicÃlio. Participam da amostra pessoas de ambos os sexos, com mais de quatro anos de idade, que residem em áreas urbanas e fazem parte das classes A, B, C, D ou E
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ibope - acessado em 18/08/2006.
No inÃcio de 2004 o IBOPE teve uma concorrente, mas a mesma não se mantém ativa no mercado. Chama-se Datanexus, instituto de medição de audiência.
Temos então uma empresa de tradição, que mantém seus resultados aberto á todo o público interessado, e com uma boa manutenção de relação com as pessoas pelo seu site.
Achamaos estranho o fato de ser uma empresa única no Brasil.
Tv aberta e TV paga usam os mesmos tipos de dados, só que a finalidade deles varia, pois ambas atingem grupos diferenciados dentro da população. Sabe-se por exemplo, que os investimentos em produções são bem mais caros em TV paga, e os anunciantes também pagam mais caro pelas propagandas nestes canais. Por outro lado, a TV aberta atinge a maioria da populãção, e é o canal ideal para programas populares, polÃticos e de anúncios de grandes lojas de departamentos, promoções e produtos consumÃveis de custo mais barato.
É frustante saber da qualidade de programação que existe na TV paga, e que pouco disto chega até a TV aberta, quando esta "compra" estes programas e os repassam em sua programação. Talvez se houvesse com mais intensidade este tipo de atitude, a população teria mais acesso a cultura e entreterimento, e não estaria tão viciada em programas de degradação familiar, novelas e produções de qualidade questinável.
Embora o telespectador tenha o poder de decisão á mão, ou seja, em seu controle remoto, se todas as opções que ele tem a disposição são parecidas, do que adianta isto? Assinar uma TV paga pode não estar dentro do orçamento familiar... Desligar a televisão e procurar outras atividades também pode ser dÃfÃcil devido ao costume da "prática televisiva" - TV ligada o tempo todo nas casas. Mas é um processo, e o passo inicial ainda pode ser dado.
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